Para Anderson, o escritor de um romance anônimo.
Ao som de um punhado de chaves.
Eis que os vejo ao longe, os reconheço pelos rumores de tambor, pelos ruídos das contas que se esfregam na cabaça... eles vem com semblantes tão pesados, pesados pois carregam o mar...As meninas com seus véus, são todas noivas deste peso...os rapazes tem camisas maiores do que os seus braços podem alcançar... Talvez porque elas sejam do tamanho exato da alma... Dentre eles existe um mascarado, tão pequeno e de impenetrável olhar, anda quase que despercebido ao não ser pelo som que produz com um tambor, um punhado de chaves, uma apito, e uma pá, todos os sons juntos são doces, e nos leva pras águas de saudade, e elas nos guiam as chaves com seus sons mágicos abrem as portas do infinito...chegamos a ver 3 rapazes que quase tocam o céu de tão altos, em cima da caixa que guarda a água, existe outro que nem precisa subir pois possui pernas tão compridas... Navegamos um pouco adiante, e percebemos que no local existem vários lenços brancos, nada mais propicio eu imagino, numa despedida marítima...acenar aos que partem e secar o oceano que lava o rosto da menina ancorada no porto...estão todos presos...saudosos...loucos,loucos...
Após percorrer alguns chegamos a Maria das Águas, que teve ancorada no corpo as ferrugens de homens ao mar...que fez de seu corpo um porto seguro...e como todo porto terminou só...ela de voz tão pura, tão imaculada, como só a das Marias, cantarola acompanhada por um acordeom triste e chaves ao fundo, a sensação é que fossemos também navios que ancoramos nela para a ouvir cantar e depois fomos embora... e que talvez por seus olhos d’agua, não queremos deixar...enfim a deixamos só com o canto...o mascarado nos leva a quem baila no céu, a um casal de amantes que se amam, num balanço, tão alto que a mão não alcança..do lado deles, uma mulher rodeada por lencinhos, sobre três degraus, lava numa bacia branca bonecas de plástico, lava a si mesma, lava seu passado, lava sua infância...no bonde está a que tem olhos e mãos de menina, que ao falar balança seu corpo, para frente e para trás, pois o mar também carrega tempestade e nos não permite ficar de pé... Na frente desta o rapaz que representa o medo, tão preso as amarras do outro em si...ao lado a moça dos espelhos, olha , olha tanto que é como não se visse a sua imagem refletida, ela já não se vê, porque não há espelhos, ela já não se reflete...As cartas, as juras que o mar traz em garrafas de promessas, são rasgadas, pois não há amor...a onda levou tudo...o mar pesa.
Ao som de um punhado de chaves.
Eis que os vejo ao longe, os reconheço pelos rumores de tambor, pelos ruídos das contas que se esfregam na cabaça... eles vem com semblantes tão pesados, pesados pois carregam o mar...As meninas com seus véus, são todas noivas deste peso...os rapazes tem camisas maiores do que os seus braços podem alcançar... Talvez porque elas sejam do tamanho exato da alma... Dentre eles existe um mascarado, tão pequeno e de impenetrável olhar, anda quase que despercebido ao não ser pelo som que produz com um tambor, um punhado de chaves, uma apito, e uma pá, todos os sons juntos são doces, e nos leva pras águas de saudade, e elas nos guiam as chaves com seus sons mágicos abrem as portas do infinito...chegamos a ver 3 rapazes que quase tocam o céu de tão altos, em cima da caixa que guarda a água, existe outro que nem precisa subir pois possui pernas tão compridas... Navegamos um pouco adiante, e percebemos que no local existem vários lenços brancos, nada mais propicio eu imagino, numa despedida marítima...acenar aos que partem e secar o oceano que lava o rosto da menina ancorada no porto...estão todos presos...saudosos...loucos,loucos...
Após percorrer alguns chegamos a Maria das Águas, que teve ancorada no corpo as ferrugens de homens ao mar...que fez de seu corpo um porto seguro...e como todo porto terminou só...ela de voz tão pura, tão imaculada, como só a das Marias, cantarola acompanhada por um acordeom triste e chaves ao fundo, a sensação é que fossemos também navios que ancoramos nela para a ouvir cantar e depois fomos embora... e que talvez por seus olhos d’agua, não queremos deixar...enfim a deixamos só com o canto...o mascarado nos leva a quem baila no céu, a um casal de amantes que se amam, num balanço, tão alto que a mão não alcança..do lado deles, uma mulher rodeada por lencinhos, sobre três degraus, lava numa bacia branca bonecas de plástico, lava a si mesma, lava seu passado, lava sua infância...no bonde está a que tem olhos e mãos de menina, que ao falar balança seu corpo, para frente e para trás, pois o mar também carrega tempestade e nos não permite ficar de pé... Na frente desta o rapaz que representa o medo, tão preso as amarras do outro em si...ao lado a moça dos espelhos, olha , olha tanto que é como não se visse a sua imagem refletida, ela já não se vê, porque não há espelhos, ela já não se reflete...As cartas, as juras que o mar traz em garrafas de promessas, são rasgadas, pois não há amor...a onda levou tudo...o mar pesa.








