sábado, 17 de março de 2007


No meu caminho...

...sempre fui muito curiosa, e observei os detalhes, a tal ponto que faço micro filmes na minha imaginação, quando a tristeza me domina, me rompe, observo a chuva, atraves das janelas porque elas representam o lugar que ainda devo ir, e não sei se outra pessoa precebe o soave escorregar da agua por sobre a parede transparente que é a janela do ônibus, ver as pessoas se movimentar numa imagem lenta, estendendo os braços para ver se a chuva passou, ver os casais se abraçando para curar o frio... e penso quem vai curar essa dor, essa saudade de mim mesma, de ser menina quando não fugia da chuva e tomava banho nela, quando desenhava por sobre os vidros o meu coração que era tão leve e transparente... me sinto tão pequena hoje, como se todas as forças me dominassem e fizessem eu me esconder... me sinto quando segurava dois bonecos de pano, no cordel do amor sem fim... eu era o destino deles e balançava e leva eles para onde eu desejava...será que me tornei uma boneca de pano? e estou sendo carregada ao sopro destino? quando carregava e bailava no ar com meus bonequinhos eu proferia essas palavras'' o tempo é inimigo dos homens e o maor é inimigo do tempo'' e ele que me aquece, quando as gotas secam na janela do meu coração.

quinta-feira, 15 de março de 2007


Eramos 3...

... e os que nos envolvia era a saudade e as lembranças.Saudade um do outro, do outro em si, lembranças das paredes povoadas por memórias, tudo estava em certa medida diferente, não eramos os mesmos, nossos olhares, nossas conversas, nossos beijos e abraços.As palavras que foram escritas nas paredes, gritavam em direção a parede negra da frente onde se localizava a janela, e eu acredito que apartir do momento que escrevemos naquelas paredes elas de desprendem, e voam pela janela e levam as nossas vontades, o nosso sexo, o nosso medo, o nosso amor para os anjos. O som era The Cranberries...''My father, my father, He liked me, oh, he liked me. Does anyone care?'' e havia imagem tambem afinal era um dvd em preto e branco, que assistiamos juntos.Quando o terceiro se retirava do quarto, trocavamos beijos e juras de amor, entretanto, qaundo o terceiro voltava paravamos com esses gestos... no canto das quatro paredes, havia uma mesa de livros que simbolizava o lugar que cabia ao terceiro, seus direitos, suas constituições, suas leis, estavam por sobre a mesa elementos misturados e sós.Na estantehavia velas, um elefante vermelho, uma taça, velas, os cigarros de sempre, uns livros de Stephen King...um apanhador de sonhos dos dele, e de certa forma dos nossos nele. Enfim chegou o que simbolizava o numero quatro, ele trazia uma coca-cola gelada, afinal no quarto faltava coca, ele respira simbolos de uma juventude de ontem e de hoje, nas paredes onde as palavras gritam e suspiram, haviam dos posters um de Evanescence trilha do quarto.Me sinto bem, olhando as paredes, teantando entender porque ali, na micro-história daquele quarto, porque nos escrevemos, porque o simbolo que praticamos são 3 palavras? medo, sonho e solidão... porque? a minha resposta foi o que escrevi na parede...''o rio é grande demais para a minha canoa.

sábado, 10 de março de 2007


Na volta pra casa.

24, esse é de certa forma o numero que me representa agora, tive uma previa de festa dois dias atrás, foi no ônibus de Santa Rita, fragmento que me leva todos os dias a Clio, musa da História e da minha vida, e que me fez conhecer pessoas que amo, meus amigos queridos, de carona, de dividir biscoito e pão doce, afinal um grande pedaço de retalho da colcha da minha vida foi alinhavado na universidade.
Em guarabira, tentei conviver com a diferença, e perceber que em muitas ideias eu era minoria, comecei a perceber que não há maldade ali, o que há é uma especie de acordo coletivo de serem parecidos... No ônibus paramos em Sapé e Aninha comprou o vinho com bolinhos que na infância eu denominava de bolinho de saia, porque vinha envolvido num papel, voltamos escutando ...

segunda-feira, 5 de março de 2007


Os caminhos que percorremos em direção a algo ou a alguem vão mudando de sentido, devido as pessoas que vão se tornando tão próximas que simplesmente estão do nosso lado, espero hoje ansiosa a estação do trem onde o menino que despertou meus sentimentos doces, intimos, e me fez até ter esse blog, que funciona como um diário virtual.Fizemos emfim, 4 meses de muito carinho, e juras de amor nunca reveladas com palavras, mais com olhares eternos e simples como nosso amor, ganhei um presente e juro que fiquei constrangida pois minhas mãos se encontravam vazias, porem não frias, era um livro o de Pinoquio, uma das minhas histórias favoritas com um dedicatória tão mágica e capaz de dar vida como o proprio Gepeto, talvez ele Rob seja o mestre q permite abrir os caminhos do meu coração...

Se todos podessem viver a contar histórias da sua vida, da sua caminhada, de suas escolhas. Assisti um filme fascinante intitulado PEIXE GRANDE, onde ouvir histórias cotidianas da vida de um homem ordinário se constitue de um prazer para uns e desespero a outros, a verdade e que somos embalados desde da infância por belas e fantásticas histórias de hérois que na minha memória, eram representadas por personagens feitas de caixas de sabão ''Omo'' que Rosa carinhosamente fazia, e acreditem era mágico ver a sombra daquelas imagens projetadas na parede, cada noite era um peça do quebra-cabeça da minha vida.

domingo, 4 de março de 2007


Fui crescendo, lentamente no sentido de continuar a ver as coisas que os adultos não vem ...agora me lembro do pequeno principe do elefante dentro da jiboia, e que vemos o que queremos ver, e que quando somos crianças vemos o belo, lembro de Tania uma hippie que conheci quando ainda tinha 11 anos, ela não tinha muita coisa consigo, apenas algumas saias largas e coloridas, algums brincos, maquiagem e um baú de palha enorme... o baú da sabedoria, pois carregava Machado de Assiz, e ela me deu o primeiro livro de romance era Dom Casmurro, confesso que quando ganhei meu presente, observei a foto antiga na capa, o cheiro de mofo e as paginas amarelas, fiquei tão feliz pois ela tinha me dado algo que fazia parte do baú, porque para mim ele era mágico, e agora ela era minha amiga, quando tirei essa foto, lembrei dela porque ela adorava olhar janelas, porque elas refletem os lugares que ainda posso ir... e os olhos dela podiam enchergar e isso era muito, pois havia beleza nas pessoas, nas conversas e nos sorrisos...