Até a lua, se escondeu timidamente quando ouviu a doce voz dela
O dia representava um encontro, que celebrava o fim e de certa forma um recomeço, e todos que estavam lá no intuito de vê-la afinal ela nos faz tão bem, e apesar de um único motivo nos unir na casa amarela de grandes janelas, as afinidades tratou de separar os que habitavam a morada em pequenos grupos.
Confesso que em muitos momentos me senti sozinha, por não me encaixar em nenhum deles, e observando os demais acabei formando um em que se localizava eu e meus pensamentos. o sol que nos aquecia foi se afastando e dando lugar a noite, e após tantos CDS que sutilmente e agressivamente passeavam por nossos ouvidos, ouvimos Chico mais sobretudo ouvimos Gal e enquanto ela cantarolava, nos colocamos em um circulo que não representava nem o inicio e nem o fim, apenas o que nos somos e o nosso afeto por ela todos estavam ali para celebrar, mas para serem vistos no circulo, e apesar dela pedir inumeras vezes a palavra, todos ainda comentavam sobre as músicas de Chico num processo comum que a música ocasiona na memória, outros cantavam junto tão próximos e emocionados com a letra que parecia um só voz.’’ Meu bem/Você tem que acreditar em mim/Ninguém pode destruir assim/Um grande amor/Näo dê ouvidos à maldade alheia/E creia/Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo/Meu bem.No entanto ela queria impor sua voz a dos demais ali presentes, as inúmeras Gals e Chcos que se faziam presente, educadamente ela enfim se impôs e com a voz um pouco tremula e confusa devido a emoção ou ao wisque e cerveja, começou a discursar sobre o fim da etapa, mais sobretudo sobre as relações sobre como cada membro daquele circulo afetivo povoava a sua cabeça e comandava sua na mão na hora da tão longa escrita,e com uma simples palavras começou a nomear como a afetamos, e naquele momento todos fomos afetados em dobro pelo carinho, e o que me impressionou e que de uma vontade imensa de chorar ou de retribuir com alguma palavra, simplesmente o silêncio que me acompanhava acabou tomando conta de mim de uma maneira ainda maior, e continuei eu e meus amigos pensamentos a observar tudo, e que inclusive a lua que de tão cheia e linda após ouvir aquelas palavras acabou por se esconder timidamente por entre as nuvens e fomos para fora da morada amarela, perceber seu esconderijo, enquanto minha amiga Si, tentava profetizar seu futuro de modo ruim e eu só vejo beleza na estrada dela, pois quem tem tanta pureza, não pode viver infeliz. Estávamos todos tão preocupados com o ônibus que apesar de sermos acalentados pelas doces palavras, e pelo esconderijo da lua, pretendíamos partir da morada amarela ao encontro da nossa, quando ela aparece, e nos pede com aquele ar de menina para ficarmos um pouco mais, enfim ficamos um pouco...Talvez o que descrevi nessas linhas alguns dos presentes no circulo não tenha percebido, porque tudo pode ter ocorrido dentro de mim, nos meus pensamentos.
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