quinta-feira, 15 de março de 2007

Eramos 3...

... e os que nos envolvia era a saudade e as lembranças.Saudade um do outro, do outro em si, lembranças das paredes povoadas por memórias, tudo estava em certa medida diferente, não eramos os mesmos, nossos olhares, nossas conversas, nossos beijos e abraços.As palavras que foram escritas nas paredes, gritavam em direção a parede negra da frente onde se localizava a janela, e eu acredito que apartir do momento que escrevemos naquelas paredes elas de desprendem, e voam pela janela e levam as nossas vontades, o nosso sexo, o nosso medo, o nosso amor para os anjos. O som era The Cranberries...''My father, my father, He liked me, oh, he liked me. Does anyone care?'' e havia imagem tambem afinal era um dvd em preto e branco, que assistiamos juntos.Quando o terceiro se retirava do quarto, trocavamos beijos e juras de amor, entretanto, qaundo o terceiro voltava paravamos com esses gestos... no canto das quatro paredes, havia uma mesa de livros que simbolizava o lugar que cabia ao terceiro, seus direitos, suas constituições, suas leis, estavam por sobre a mesa elementos misturados e sós.Na estantehavia velas, um elefante vermelho, uma taça, velas, os cigarros de sempre, uns livros de Stephen King...um apanhador de sonhos dos dele, e de certa forma dos nossos nele. Enfim chegou o que simbolizava o numero quatro, ele trazia uma coca-cola gelada, afinal no quarto faltava coca, ele respira simbolos de uma juventude de ontem e de hoje, nas paredes onde as palavras gritam e suspiram, haviam dos posters um de Evanescence trilha do quarto.Me sinto bem, olhando as paredes, teantando entender porque ali, na micro-história daquele quarto, porque nos escrevemos, porque o simbolo que praticamos são 3 palavras? medo, sonho e solidão... porque? a minha resposta foi o que escrevi na parede...''o rio é grande demais para a minha canoa.

3 comentários:

Roberto Denser disse...

Estupefato! Encantado! Ah, agradecido também, pois há tempos não sentia... e eu senti teu texto, baby, e como! Continua escrevendo, estou me viciando nesses fragmentos e tentando adentrar sem me perder nessa tua alma tão grandiosa! Beijo, te cuida!

Anônimo disse...

Fiquei maravilhado com esta tua grafia, bb. Não imaginava que vc tinha tato para literatura,mas agora percebo que só o que te falta é trabalhar mais. Um texto encantador... "Meu pai gosta de mim". Muito boa! Depois, passa lá no meu blog e dá uma lida nas minhas crônicas, ok? Grande beijo,

Joao

Anônimo disse...

Simplesmente perfeito...
Adorei a forma como traduziu meu quarto e os fatos que nele se transcorreram...
Adorei sua forma de escrever, lembrou-me bastante a obra de Clarisse Lispector...
bjus linda...