segunda-feira, 9 de abril de 2007

No Balanço das Nuvens..

...havia um jardim, e em certa medida não era um jardim daqueles que estampavam os livros de histórias da escola, aqueles representados como os das flores e arvores. Aquele era o meu espaço, onde eu me desfasia do peso, peso de tudo, peso de mim, peso do olhar dele, e eu jogava tudo ali, exatamente naquele lugar de vento macio, tudo que me preenchia me excedia, pois por tantas vezes queria gritar, aprisionada por todos os medos da noite.Se tratava de um antigo forte, com seus fragmentos de canhões de batalhas, perdidas e ganhas e era justamente era dele, de um forte de uma fortaleza, que eu precisa naquele momento.No lado direito 6 antigas celas marcava o caminho que me levava a arvore, que segurava um balanço ou que era segurada por ele, de ahtigas cordas cheias de remendas e ao vê-lo, tão só qunato eu, me agarrei nele com as duas mãos, segurei forte e projetei meu corpo para cima, e fechei os olhos para fingir que estava voando, coida de outros balanços da infância onde balançava nas nuvens.